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Monumentos aos Combatentes da Grande Guerra

 

Foi visível o esforço da República para perpetuar a memória de guerra e para lançar as bases de uma identidade colectiva unificadora, cívica e laica. Numa conjuntura económica muito difícil, de grande instabilidade política e social, o Estado e a sociedade civil prolongou a construção monumental  até à década de 40.

 

Cumprindo um ideal simbólico variou entre a construção de monumentos complexos até padrões padronizados e simples. A Comissão dos Padrões da Grande Guerra protagonizou os fenómenos de maior sucesso na intenção do Governo Republicano na sagração da memória nacional. No dia 3 de Dezembro de 1921 reuniram-se na sala nobre da Escola Militar, sob a presidência do General Gomes da Costa, alguns combatentes que formariam a base da origem da CPGG que durante quinze anos iria proceder ao levantamento dos padrões da Grande Guerra.

 

Desenvolveu uma obra avaliada em 2.000 contos; erigiu sete padrões no antigo sector português da Flandres e outros em Luanda, Lourenço Marques, Ponta Delgada e Santa Maria; promoveu as comemorações do 9 de Abril e do 11 de Novembro; organizou e administrou o Museu das Oferendas ao Soldado Desconhecido; lançou o culto cívico do Azeite Votivo; secundou a acção da Junta Patriótica do Norte com o incentivo à construção de monumentos concelhios e do monumento a Carvalho Araújo em Vila Real; e fez transladar os restos mortais do primeiro soldado morto na Flandres do Cemitério de Richebourg l'Avoué para a Barquinha.

 

Meios monetários e logísticos não faltavam, «por meio de uma intensa propaganda patriótica, em sessões solenes, conferências e festivais», com o apoio de comunidades portuguesas no estrangeiro, sobretudo a brasileira, e a aposição obrigatória do selo dos padrões da Grande Guerra. (03-12-1921 a 10-11-1936) CPGG - Comissão dos Padrões da Grande Guerra.

 

Mosteiro da Batalha -  Panteão do Soldado Desconhecido

Mosteiro da Batalha - "Sala do Capítulo" (Túmulo do Soldado Desconhecido)

O centro do "Culto dos Mortos pela Pátria" encontra-se na sala do capítulo no Mosteiro da Batalha, onde em honra dos soldados mortos em combate, representado pelo túmulo dos soldado desconhecido, se encontra uma guarda de honra permanentemente, assim como uma chama acesa, também conhecida como a "Chama da Pátria".

O local foi escolhido especificamente para produzir uma continuidade entre o passado e o presente colectivo nacional, procedendo a uma montagem mnemónica entre a vitória sobre Castela, nas campanhas de 1383-1385, onde Portugal conquistou a sua independência e o reconhecimentos internacional como Estado-nação e a vitória na Grande Guerra onde alcançou os mesmos objectivos1

Mas a consagração dos mortos e a perpetuação da sua memória, extravasa a necessidade política, afirmando-se como uma resposta às perdas humanas e ao efeito na sociedade, no contexto social e cultural do pós-guerra. O "Mito da Experiência de Guerra", o culto aos mortos, assume destaque desde o início da guerra e tem o seu expoente na consagração do Soldado Desconhecido.

 

 

Cemitérios Militares

Cemitério Militar Português de Richebourg l'Avoué     Cemitério Militar Português de Richebourg l'Avoué   Cemitério Militar Português de Richebourg l'Avoué

No estrangeiro foram criados cemitérios militares, à imagem do que estava a ser feito noutros países aliados, regulamentados pela Comissão Portuguesa das Sepulturas de Guerra, entidade também responsável pela identificação, concentração e inumação dos corpos. 

Devido a limitações orçamentais e de índole sanitária, o  Serviço de Sepulturas de Guerra no Estrangeiro não conseguiu que todos os mortos pudessem ser repatriados, levando a serem construídos muitos cemitérios militares de portugueses no estrangeiro, nomeadamente: 88 na Alemanha, 23 na Bélgica, 2 na Espanha, 141 na França, 1 na Holanda e 3 na Inglaterra.

Pelo número de mortos, na maioria dos cemitérios militares delimitaram-se secções portuguesas, no entanto, em Richebourg l'Avoué, encontra-se um cemitério militar exclusivamente português com 1.831 mortos, dos quais 238 são desconhecidos. Os corpos virem de outros cemitérios de França (Touret, Ambleteuse, Brest), da Bélgica (Tournai) e da Alemanha (de prisioneiros de guerra falecidos) e resultam de um trabalho de recolha efectuado entre 1924 e 1938.

 

Foi construído por iniciativa do cônsul português em Arras, M. Lantoine e do aviador Lello Portela, em 1935, onde reagruparam inicialmente os corpos dos portugueses inumados em França ( Brest, Chartres, Etaples, Wimereux, Boulogne, Ambleteuse, Côte d'Opale, etc.). Somente 500 sepulturas apresentam estela memorial com as armas de Portugal.


Em em território nacional ainda não existe um cemitério militar que à imagem do que acontece por toda a Europa, se perpetuasse e assumisse o cultos dos mortos e se enaltecesse o reconhecimento do valor do sacrifício, procurando transcender o luto individual por uma celebração colectiva., no entanto, muitos concelhos apresentam talhões de sepulturas específicos para os combatentes da Grande Guerra.

Para o desenho dos cemitérios militares a Comissão Portuguesa das Sepulturas de Guerra,, colhe a estrutura dos cemitérios militares ingleses, onde a simplicidade e geometria da arquitectura neutraliza o impacto da massa de mortes que se vinha a registar desde o início da guerra.

É introduzido um novo léxico no culto funerário, religioso e patriótico: na guerra não se morre mas cai-se, a vida não se perde mas doa-se, não se desaparece mas vive-se eternamente, num acto de transfiguração da morte em heroísmo. A tradicional cruz dos cemitérios civis é substituída pela "Pedra da Lembrança", talhada em forma de altar, o "Altar da Pátria", para dar sentido a uma nova religião "laica", a uma nova liturgia baseada na sacralização do eterno sacrifício colectivo em nome da Nação3.

Os cemitérios de guerra são monumentos civis e unem vítimas crentes e não crentes num mesmo solo. Os cemitérios devem de ser vistos como monumentos memorais de guerra.

 

 

Monumentos Militares

À parte dos cemitérios, os monumentos constituem a outra face da memória da Grande Guerra. Constituem-se como padrões da religiosidade cívica que a Republica disseminou pelo País, espelhos da ideologia oficial e memória do sacrifício colectivo. A intenção destes monumentos era central anualmente a celebração do 11 de Novembro, como uma festa popular e litúrgica da alma republicana. As dificuldades da República administrar o Estado e de congregar a Nação em volta de "algo", ficou mais uma vez patente na dificuldade de produzir e implantar os monumentos, os quais só terminaram de ser erigidos na década de 407. Muitos concelhos apresentam monumentos alusivos aos mortos da Grande Guerra.

As edificações simbólicas podem ser agrupados em categorias, de acordo com a forma: padrão, obelisco e monumento.

Padrões: perto de 100 espalhados por todo o continente.

Obeliscos: Valença, Mira e Mértola.

Monumentos: Abrantes, Aveiro, Coimbra, Covilhã, Estremoz, Évora, Faro, Figueira da Foz, Guarda, Lamego, Lisboa (3), Loures, Oliveira de Azeméis, Portalegre, Porto, Régua, Santarém, São João da Madeira, Seia, Soure, Tondela, Vila Real e Viseu.

 

Em Portugal

Marinha Grande - "O Monumento aos Mortos da Grande Guerra foi inaugurado em 9 de Abril de 1935 para homenagear os combatentes portugueses mortos na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), projecto de autoria de Alberto Nery Capucho (pintor e director da Escola Industrial da Marinha Grande) projecto, este, que encheu de orgulho e honra os marinhenses, embora fosse simples e modesto. Este monumento encontra-se localizado na Av. D. Dinis.

Marinha Grande

O Monumento aos Mortos da Grande Guerra foi inaugurado em 9 de Abril de 1935 para homenagear os combatentes portugueses mortos na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), projecto de autoria de Alberto Nery Capucho (pintor e director da Escola Industrial da Marinha Grande) projecto, este, que encheu de orgulho e honra os marinhenses, embora fosse simples e modesto. Este monumento encontra-se localizado na Av. D. Dinis.

É uma estrutura tipo "padrão" sem estatuária.

   

Foto 1

 

Foto 2

 

Leiria

O lançamento da 1ª pedra foi executado em 9 de Abril de 1925, mas a sua edificação só terminou em 1929, tendo sido inaugurado 13 de Maio desse ano.

A construção do monumento partiu de uma iniciativa da Comissão dos Padrões da Grande Guerra, em 1920, tendo a Câmara Municipal de Leiria aprovado a sua construção ainda no mesmo ano.

O projecto é do Arquitecto Augusto Romão e do Escultor Luís Fernandes, de 1925. É uma estrutura tipo "padrão" em forma de pirâmide com estatuária.

Na parte frontal  é apresentada uma evocação da Pátria. (Foto 1)

No verso do monumento é apresentada uma palma com a Cruz de Cristo sobreposta (Foto 2)

A única legenda inscrita no monumento evoca "Leiria", "Aos Mortos da Grande Guerra 1914-1918"

Inicialmente o monumento encontrava-se no Largo Goa, Damião e Diu, e em 1973 foi transferido para o Largo de Infantaria 7.

 

   
Tavira - "Inaugurado em 1933, foi projectado por Alberto Ponce de Castro. Encontra-se na praça da República"

Tavira

O monumento situa-se na Praça da República. É uma homenagem a todos aqueles que pereceram na Grande Guerra em particular, aos militares do 3º Batalhão do Regimento de Infantaria n.º4 de Tavira, que morreram em combate na Flandres, em França. O projecto foi da autoria de Alberto Ponce de Castro, começou a ser construído em 1932, sendo a primeira pedra lançada pelo Presidente da República, o Marechal Óscar Carmona, e inaugurado em 9 de Abril de 1933 pelo então Ministro da Guerra, o General Daniel Rodrigues de Sousa.

É uma estrutura tipo "padrão" sem estatuária.

   

 

Porto

Situa-se na Praça Carlos Alberto e é da autoria do arquitecto Manuel Mendes e do escultor Henrique Moreira.

Foi inaugurado em 9 de Abril de 1928, situando-se na Praça Carlos Alberto. O monumento compreende um trabalho misto de arquitectura e escultura, respectivamente, os elementos da base e pedestal que suportam um soldado em memória dos portugueses mortos na guerra de 1914-1918.

O primeiro monumento edificado aos Combatentes da Grande Guerra foi um obelisco da autoria do arquitecto José de Oliveira Ferreira, inaugurado em 30 de Julho de 1919, o qual foi destruído em 1925 por não agradar à população, e substituído pelo actual.

É uma estrutura tipo "padrão" com estatuária (soldado em posição de vigília).

 

   

Covilhã - Monumento ao Soldado Desconhecido. Inaugurado em 15 de Junho de 1930, no Largo 5 de Outubro. Escultor Francisco dos Santos

Foto 1

 

Covilhã - Monumento ao Soldado Desconhecido. Transferido nos anos 80 para o Jardim Público. Projecto de lateração do Prof. Rodolfo Passaporte

Foto 2

 

 

Covilhã

Inaugurado em 15 de Junho de 1930, no Largo 5 de Outubro, teve a presença do então Presidente da República, Marechal Óscar Carmona. (Foto 1)

O Monumento ao Soldado Desconhecido, do Escultor Francisco dos Santos, é uma homenagem  da Cidade da Covilhã aos seus Combatentes mortos durante a I Grande Guerra.  

É uma estrutura tipo "monumento" com estatuária simples (soldado em posição de vigília).

Este monumento foi posteriormente transferido para o Jardim Público da Cidade, onde,  entretanto, foi objecto de um enriquecimento, passando assim a ser também lembrados os militares que tombaram, no período de 1960 a 1974, em África e na Ásia.

Este segundo projecto artístico, que manteve em tudo o original já existente, teve como autor o artista, Professor Rodolfo Passaporte. (Foto 2)

É, pois, e para além de consubstanciar uma obra de escultura e arquitectura de interesse histórico e cultural, um monumento de culto e de respeito por valores inalienáveis e inerentes aos que combateram e lutam com o objectivo de Honrar Portugal, razão pela qual o Núcleo da Covilhã da Liga dos Combatentes tem, com o maior desvelo, mantido e conservado intacta a sua vetustez e dignidade.

 

   

Monumento da CGG em Castelo Branco - 1914-1918, Foto da inauguração do monumento aos Combatentes da Grande Guerra, em 9 de Abril de 1924, Castelo Branco, na Praça dos Mártires da Pátria, a actual Praça da Devesa.

Foto 1

 

Foto 2

 

Monumento da CGG em Castelo Branco - 1914-1918, Foto do monumento dos Combatentes da Grande Guerra, Castelo Branco, quando se encontrava localizado no talhão dos combatentes no Cemitério local.

Foto 3

 

Monumento da CGG em Castelo Branco - 1914-1918, Foto do monumento aos Combatentes da Grande Guerra, em 2007, Castelo Branco, quando da sua transposição para a rotunda na urbanização da Quinta Nova.

Foto 4

Castelo Branco

Inaugurado em 9 de Abril de 1924, pelo Ministro do Interior Coronel Sá Cardoso, na então Praça dos Mártires da Pátria, hoje Praça da Devesa.

 O projecto é do Arquitecto Eurico Salle Viana, e representa uma Anta. No Monumento estão inscritos os nomes de doze batalhas, entre elas a do Cuamato (Angola) e de La Lys (França).

A foto 1 foi tirada na inauguração do monumento aos Combatentes da Grande Guerra, em 1924, Castelo Branco, quando se encontrava localizado no seu primeiro lugar, a actual Praça da Devesa.

A foto 2 data de 1929 e apresenta a particularidade de se ver o pavilhão do IV Congrsso Beirão no canto superior esquerdo (foto 2).

Posteriormente o monumento foi transferido para o talhão dos combatentes existente no Cemitério de Castelo Branco, onde permaneceu durante muitos anos. De acordo com informação prestada pelo Sr. Arnel Afonso do Núcleo da Liga dos Combatentes da Grande Guerra de Castelo Branco, a transferência do monumento ter-se-á dado em 1934, quando da remodelação da Praça e respectiva alteração do nome (foto 3).

A foto 3 foi tirada quando o monumento dos Combatentes da Grande Guerra, Castelo Branco, se encontrava localizado no talhão dos combatentes no Cemitério local.

Em 15 de Dezembro de 2007, foi transferido para uma rotunda no meio da cidade, na urbanização da Quinta Nova.

A foto 4 foi tirada na actual localização do monumento aos Combatentes da Grande Guerra, em 2010, Castelo Branco, na rotunda da urbanização da Quinta Nova.

   

Coimbra

26 de Julho 1930 - Adjudicada a obra para construção do monumento aos Mortos da Grande Guerra.
6 de Outubro  1930 - Lançamento da primeira pedra para a construção do Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida Sá da Bandeira
10 de Julho  1932- Inauguração do monumento aos mortos da Grande Guerra.
 

 

 

   

Fafe

 

Localizado na cidade, na Praça 25 de Abril, o Monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra, é o mais antigo dos monumentos de que a cidade de Fafe dispõe.

 

Os preparativos para a sua construção remontam ao ano de 1920, na sequência de um apelo lançado pela Junta Patriótica do Norte, em 30 de Julho de 1919.

 

Foi efectuado uma subscrição, para angariação de fundos, por todo o concelho e só mais de uma década depois o Monumento aos Mortos da Grande Guerra se tornou uma realidade.

 

O auto de colocação da primeira pedra ocorreu no dia 17 de Maio de 1931, na “placa norte da Praça da República”, onde se deslocou a Comissão Administrativa da Câmara Municipal, sob a presidência do cidadão José Garcia de Almeida Guimarães, seu vogal mais velho, servindo de presidente.

 

O monumento, quadrangular, da autoria do arquitecto Manuel Faria Marques dos Reis, tem 6,80 metros de altura, sendo construído em diversas qualidades de mármore. A placa principal, representando um soldado ferido mortalmente (da autoria de Zeferino Couto), bem como a cruz de Cristo que encima o monumento, são em bronze, para maior valorização do mesmo.

 

Nos quatro lados do monumento, a meia altura, estão inscritos os nomes de locais de batalhas da Guerra de 1914-18: La Lys, Ruvuma, Fauquissart, La Couture, Neuve-Chapelle, Chapigny, Flandres, Naulila e Nevala.

 

Diversos festões e a esfera armilar integram um monumento de linhas sóbrias, construído pela oficina de Joaquim Fernandes Álvares & Cª, de Guimarães, pelo montante de 23 500$00.

 

Menos de dois meses após a adjudicação, o monumento foi inaugurado com a maior pompa e circunstância, no dia 12 de Julho de 1931, pelas 16 horas, no âmbito das Festas em honra de Nª Sª de Antime.

 

O discurso inaugural foi proferido pelo Capelão Militar da Grande Guerra Ver. José do Pinho, todo alusivo ao acto e manifestamente patriótico e em honra de Nª Sª de Antime.

 

 

 

 

 

 

Para mais informação vizitar o site: http://saladevisitasdominho.blogspot.pt/2012/06/viagem-pelos-monumentos-da-cidade-de.htm

 

O site de referência pertence a Artur Coimbra: http://www.blogger.com/profile/01005080870523005105

 

   

 

Estremoz

 

A ideia da construção de um monumento surgiu numa reunião da Direcção do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes da Grande Guerra em 1933, mas só se concretizou passados 8 anos, ou seja em 1941, depois de uma luta insana que levou as sucessivas Comissões à desanimarem de tal modo que iam desistindo. Contudo, alguns elementos com muita tenacidade, conseguiram levar ao fim o seu intento.

 

O Monumento aos Mortos da Grande Guerra (1914-1918), de Estremoz foi projectado por C. José Godinho, com obra do escultor José Maria de Sá Lemos e do fundidor A. de Sá Lemos. Foi inaugurada em 8 de Setembro de 1941.

   

Abrantes

O Monumento aos Mortos da Grande Guerra (1914-1918), de Abrantes foi projectado por Ruy Roque Gameiro que em 1930 ganhou o concurso para a sua execução. Foi inaugurada em 4 de Junho de 1940.

É uma estrutura tipo "monumento" com estatuária complexa (soldado, Pátria, Dor).

Monumento, este que foi o primeiro fundido em cimento, em Portugal. Está na Praça da República desde 1940 no lugar onde existia um coreto. Esta Praça era o antigo Rossio ou Largo da Feira e ponto de encontro para as manifestações populares.

No início deste século (1910) tomou a actual designação e, em 1942 passou a ser mais um dos espaços verdes desta cidade, altura em que se inicia a campanha "Abrantes - Cidade Florida".

   
Ponta Delgada - O Monumento aos Mortos da Grande Guerra (1914-1918) construído na década de 1930, na área do Portão de Armas foi projectado pelo arquitecto Raul Lino e o escultor Diogo de Macedo. Foto da Engª Manuela Pereira (2010).

Ponta Delgada (São Miguel - Açores)

O Monumento aos Mortos da Grande Guerra (1914-1918) foi construído, na década de 1930, na área do Portão de Armas do Forte de São Brás. O projecto foi elaborado pelo arquitecto Raul Lino, em conjunto com o escultor Diogo de Macedo.

É uma estrutura tipo "monumento" com estatuária complexa (duas sentinelas da marinha, com dedicatória aos combatentes marinheiros e ao Comandante Carvalho Araújo).

Inaugurado em 4 de Novembro de 1935, o monumento encontra-se encrostado à muralha do forte. 

 

   
 

 

 

 

Vila do Porto (Santa Maria - Açores)

Monumento em homenagem aos heróis do NRP Augusto de Castilho (Raúl Lino, 1929), no Forte de São Brás de Vila do Porto, ilha de Santa Maria, Açores

O forte conserva no centro do terrapleno o padrão de cantaria em homenagem aos tripulantes do Caça-Minas Augusto de Castilho, cujo primeiro grupo de sobreviventes em um salva-vidas, aportou à ilha em 16 de Outubro de 1918. Este padrão, cuja autoria do projecto é atribuída ao arquitecto Raul Lino, foi inaugurado em 4 de Outubro de 1929.

Em sua base encontra-se inscrita a data do feito - "14-10-1918" - e, nos fustes, o verso: "E AQVELES QVE POR OBRAS VALEROSAS / SE VÃO DA LEI DA MORTE LIBERTANDO" (Luís Vaz de Camões. Os Lusíadas. Canto I, estância 2).

Foto de Carlos Luís da Cruz (2008)

   

Oliveira de Azeméis

O Monumento aos Mortos da Grande Guerra (1914-1918) encontra-se no Jardim Público de Oliveira de Azeméis, tendo sido construído em 1930. O projecto é da autoria do escultor Henrique Moreira e do canteiro António Resende.

 

   

Foto 1

 

Foto 2

 

Foto 3

Loures

Inaugurado a 8 de Dezembro de 1929, Domingo e Feriado Nacional – Festa de Nossa Senhora da Conceição e Padroeira de Portugal, na Praça da Liberdade da cidade de Loures. O monumento é da autoria do Mestre Fernando Soares. A foto 1 data do dia da inauguração 8/12/1929.

 

O monumento é simples, sobre alvenaria, simulando uma trincheira. Sobre este está colocada uma peça de artilharia ligeira, apontada para o céu. Junto deste, no rebordo da trincheira, espreitando o inimigo e pronto num último esforço de combate, o sobrevivente do baluarte. à retaguarda, inanimado, encontra-se um camarada que tombara em combate.

 

O monumento foi levantado graças a subscrição pública, como era habitual, com o apoio da Comissão Administrativa da Câmara Municipal, do Governo Civil e da Comissão dos Padrões de Guerra.

 

A foto 2, pormenor lateral, e foto 3, vista frontal são da autoria de José Martins, tirada em Fevereiro de 2011.
 

Está disponível informação mais detalhada em http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2011/03/guine-6374-p7897-monumento-aos-mortos.html

 

   

Évora

No Rossio de S. Brás ergue-se esta escultura, da autoria de João Silva, que honra a memória dos combatentes eborenses que pereceram na I Grande Guerra (1914-1918).

 

A ideia de dotar a cidade de tal monumento partiu de um grupo de militares e civis, entre os quais se contava o General Óscar Fragoso Carmona (na época Comandante da Região Militar de Évora e posteriormente Presidente da República) e o Governador Civil do Distrito, Jorge de Barros Capinha, tendo sido mais tarde formada uma Comissão Executiva para dar seguimento aos planos.

 

A Comissão Executiva era composta pelos majores Manuel da Silva Martins, Artur Augusto Correia Matias; capitães Luís de Camões, Caetano Manuel Cordeiro Rosado, António Monteiro, Emídio José Curjeira de Carvalho; e tenentes Raul Martinho, José António Pombinho Júnior, Luís Freire e José Fernandes.

 

Após alguns anos de recolha de fundos através de festas e outros eventos lúdicos, bem como de donativos o projecto e a maquete foram apresentados e debatidos na Câmara Municipal de Évora em 1928, tendo-se designado como local de implantação a Praça Joaquim António de Aguiar. Face à despesa avultada a efectuar na Praça escolhida e tendo em conta esta ter sido já alvo de avultado investimento, a Câmara Municipal decidiu que o monumento deveria ser colocado na Avenida Barahona.

 

Inaugurado com grande solenidade em 4 de Junho de 1933 pelo então Presidente da República, Óscar Fragoso Carmona, este monumento com a altura de onze metros, é encimado por uma figura alada em bronze simbolizando Vitória, sobrepujando um plinto de granito regional.

 

O brasão da cidade de Évora faz também parte do conjunto, abaixo do qual tem a seguinte inscrição em latim: “Feliis Pró Pátria Caesis Ebora”, que significa “Évora oferece aos filhos mortos pela pátria”, da autoria do Professor Domingos António Vaz Madeira.

 

Dos lados esquerdo e direito tem as legendas: “ França 1917-1918” e “África 1914-1918”, na parte de baixo uma placa de bronze com o escudo da Liga dos Combatentes da Grande Guerra e, a cada canto do monumento, um obus também em bronze.

 

(Informação do site do Município de Évora)

 

   

Foto 1 - Inauguração a 9 de Julho de 1922

 

Foto 2 - Passagem de um cortejo fúnebre junto ao Monumento

 em 1940

 

Foto 3 - Tirada nos anos 70

 

Monumento aos Mortos da Grande Guerra, (foto de José Manuel Carneiro) 2010

Foto 4 - Tirada em 2010 (foto de José Manuel Carneiro)

 

Monumento aos Mortos da Grande Guerra do Regimento n.º 19 Chaves. (foto do Fur Mil Carlos Silva CCaç 2548/Bat Caç 2879)

Foto 5 - Monumento aos Mortos da Grande Guerra do Regimento n.º 19 Chaves. (foto do Fur Mil Carlos Silva CCaç 2548/Bat Caç 2879)

 

Chaves

 

Em 17/12/1919, por  proposta do seu Presidente da Câmara – General Augusto César Ribeiro de  Carvalho, foi aprovado em Assembleia, dar o nome ao actual largo do  Monumento aos Combatentes da Grande Guerra – Praça da Grande Guerra,  local onde seria erigido mais tarde um monumento aos flavienses mortos  na Guerra, assim como o nome da Avenida dos Aliados, à rua que liga o  Terreiro de Cavalaria ao largo do Monumento aos Combatentes da Grande Guerra.

 

Em 09/07/1922, foi inaugurado o Monumento em simultâneo com a  estação de caminhos-de-ferro, por ocasião das festas da cidade (08 de  Julho).

 

Em 2009 foi erigido um segundo Monumento aos Mortos da Grande Guerra dentro do Regimento de Infantaria n.º 19 de Chaves. (foto 5)

 

 

 

   

 

Penamacor

 

Penamacor soube honrar os mortos do seu Batalhão que caíram nos campos de batalha, erguendo um monumento em sua memória.

 

Em memória dos caídos em combate na campanha expedicionária à província de Moçambique, ergueu-se o monumento que ainda hoje figura na antiga parada do Quartel,  onde hoje se encontra o arquivo municipal, inaugurado em 19 de Junho de 1921.

 

Apresenta um arquitectura simples em forma piramídica com um plinto de quatro faces triangulares, onde estão inscritos os nomes dos que tombaram na luta.

 

Não estão todos referenciados, apenas 98 nomes, uma vez que na totalidade o Batalhão, entre mortos e desaparecidos perdeu 422 homens. No site da Câmara Municipal indica 460 baixas.

 

Da relação de mortos do 3º Batalhão, constam Manuel Lucas e Manuel Chiote, de Salvador; Joaquim Francisco Raposo, de Aranhas; Álvaro Vaz da Cunha, de Benquerença; Abílio Martins, de Meimoa.

 

Assistiram à inauguração, para além da guarnição da vila, o Major Quinhones da Silveira, comandante do batalhão expedicionário, o Padre José da Costa Passos, o Dr. Adelino Galhardo, o Tenente Manuel Ricardo João, o Alferes Manuel de Carvalho e o Sargento António P. da Silva.

 

Fonte:

  • Estudos de Castelo Branco: Revista de História e Cultura. N.13 de 1 de Julho de 1964. Castelo Branco comp. e imp. Editorial Império.

  • Site da Câmara Municipal de Penamacor (exposição sobre a Grande Guerra)

 

 

 

 

 

 

Em Moçambique

 

Foto 1

Foto 2

Foto 3

Foto 4

Foto 5

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lourenço Marques (Moçambique)

Monumento da Grande Guerra, projecto do Escultor Rui Roque Gameiro. Representa a Pátria fortalecida pela vitória militar.

 

Situada na Praça dos Trabalhadores em frente à estação dos Caminhos de Ferro ergue-se uma estátua de granito em memória dos mortos da Grande Guerra.

 

Foi inaugurada no dia 11 de Novembro de 1935. Da autoria de Rui Roque  Gameiro, é constituída por um pesado bloco de forma cilíndrica, de pedras graníticas, com quatro magníficos relevos alusivos ao esforço e sacrifícios dos que em Moçambique morreram pela Pátria nessa guerra, como descreve Alfredo Pereira Lima, no seu livro Lourenço Marques.

 

Sobre o bloco superior vemos uma figura feminina que simboliza a Pátria, com escudo e gládio.

 

Há ainda uma tradição oral que por existir uma serpente nesta estátua refere que esta guerreira matou este réptil para defender o povo.

http://viajar.sapo.mz/lista/patrimonio/maputo/artigo/2

 

 

Em Angola

 

 Foto 1

 

Foto 2

 

Foto 3

 

Foto 4

 

Luanda (Angola)

A construção do monumento partiu de uma iniciativa da Comissão dos Padrões da Grande Guerra.

O projecto pertence ao Escultor Henrique Moreira. Composto por um pedestal de granito, que simbolizava o altar votivo da Pátria, apresentava um conjunto de soldados europeus e indígenas que rodeavam a Vitória.

O monumento foi inaugurado em 1937, no Largo Maria da Fonte, hoje Largo Kinaxixe.

Durante o período revolucionário de Angola, em 1974, ligado à independência do país, a estátua foi dinamitada e substituída por um tanque soviético. Mais tarde o tanque foi retirado e reconstruído o monumento com a colocação de uma estátua à memória da rainha Nginga. (informação obtida no blogspot de Rui Moio 7/8/2011 http://almaviva.blogspot.com/2008/07/as-esttuas-de-luanda-e-o-general.html)

 

 

Em França

 

 

 

 

 

 

Nord-Pas de Calais (França)

 

O Monumento aos Mortos da Grande Guerra foi dedicado aos Soldados Portugueses que combateram em França.

Foi inaugurado, solenemente, por Portugal e França em 10 de Novembro de 1928. Foi construído em pedra e bronze, obra do escultor António Teixeira Lopes, erigido por operários portugueses.

 

É uma estrutura tipo "monumento" com estatuária complexa (Soldado, Pátria e Morte).

 

Links

http://memoiresdepierre.pagesperso-orange.fr/alphabetnew/r/richebourg.html

http://www.monumentos.pt

 

 

 

Notas
  1. 1. Sobral(2009), p. 29.
  2. 3. Rosa(2010), pp.356-357.
  3. 7. Rosa(2010), p.361

:

Bibliografia
  • Sobral, José Manuel, Maria Luísa Lima, Paulo Castro e Paulo Silveira e Sousa(2009), "A Pandemia Esquecida, Olhares comparados sobre a pneumónica 1918-1919", Lisboa, 1ª ed., Imprensa de Ciências Sociais. (ISBN:978-972-671-258-9)
  •  Rosas, Fernando e Maria Fernanda Rolo,coordenação(2010), "História da Primeira República Portuguesa",2ªed., Lisboa, Tinta da China. (ISBN: 978-972-8955-98-4)

 

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