(placeholder)

Para cima

CEL - Forte da Trafaria


Bibliografia


Carrolo, Mariana Correia (2014), “Monsanto: de forte Marquês Sá da Bandeira a estabelecimento prisional, leituras de um edifício discreto da modernidade lisboeta”, Revista de História da Arte n. 11 – 2014, pp. 237-51.


Blog Paixão por Lisboa - Fotografias


Arca de Darwin - Os Fortes Abandonados da Trafaria (Almada)


OLIRAF - Projecto Fotográfico


Tertúlias de  História Militar - Direcção de História e Cultura Militar - Apresentação do Coronel José Paulo Berger, Chefe do Gabinet de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, 21 de Maio de 2017.

Bataria de Alpenas

A 5ª Bataria de defesa fazia parte de um complexo militar (Trafaria) que se destinava a proteger o interior da barra do Tejo e a entrada do porto marítimo de Lisboa (reduto da Raposeira), e a frente atlântica contígua à zona sul da entrada da barra (reduto da Alpena).


As peças de artilharia instaladas permitiam fogos de apoio à 4ª Bataria (Forte do Bom Sucesso) e Forte do Bugio pelo reduto da Raposeira e bater as praias da Costa da Caparica e apoio ao Forte do Bugio pelo reduto de Alpena.


O complexo militar da Trafaria compunha-se pelo Forte da Trafaria, junto ao rio Tejo, o reduto da Raposeira equipado com 3 peças Krupp de 150mm de curto e médio alcance para uma defesa de proximidade e o reduto de Alpena, ambos instalados no alto do morro de São João da Caparica, ligados por uma estrada militar.


A construção dos redutos decorreu entre 1983 e 1911, a construção da estrada militar data de 1890.  


A posição de artilharia do reduto de Alpena (inicialmente baptizado como “Bateria do Infante D. Pedro“), foi projectada pelo capitão de engenharia Hermano José D. Oliveira Júnior e pelo tenente de engenharia António dos Santos Viegas, perto dos antigos redutos da Raposeira Grande e Raposeira Pequena (hoje já desaparecidos). Recebeu uma ampliação em 1901, projecto da responsabilidade do tenente de engenharia Adolfo César Pina. O pano de muralha ficou com cerca de 1 km de comprimento.


A posição de artilharia do reduto da Raposeira (inicialmente baptizado como “Bateria do Infante D. Manuel“), foi projectada pelos mesmos oficiais, na proximidade donde outrora se erguera o Forte da Vigia (hoje desaparecido). Recebeu uma ampliação em 1902, projecto da responsabilidade do capitão de engenharia Carlos de Sá Carneiro.


É ainda identificável, por vista aérea, um fosso hexagonal escavado que denuncia a existência de um reduto de campanha na retaguarda do reduto de Alpena, que teria a função de cobrir a retaguarda da muralha de ataques vindos de terra, assim como o acesso ao Forte da Trafaria pela estrada militar.


Forte da Trafaria

Bataria da Raposeira

1 - Forte da Trafaria

2 - Bataria da Raposeira

3 - Bataria de Alpenas

4 - Reduto de Campanha (Alpenas)

Equipado com 8 peças Krupp de 280mm, Tipo C (MK)

Equipado com 4 peças Krupp de 150mm CTR