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A canhoneira "Ibo" foi construída no Arsenal da Marinha (Lisboa) e entrou ao serviço da Armada em 15 de Fevereiro de 1913. Nomeado a 20 de Setembro de 1915 o Comandante Henrique  Corrêa da Silva (Paço d'Arcos) assumiu o comando da "Ibo" quatro dias depois21. À data encontrava-se em meio armamento, destinado a fabrico, no Tejo. Em 23 de Fevereiro de 1916, a quando do apresamento dos navios mercantes alemães a canhoneira ainda se mantinha no Tejo.


Em meados de Julho de 1916, terminaram os trabalhos de melhoramento da "Ibo" e a 11 de Agosto o navio passou a completo armamento. A 24 de Agosto de 1916 o Capitão-tenente Henrique Monteiro Corrêa da Silva (Paço d'Arcos) iniciou a sua longa comissão de 810 dias em Cabo Verde, onde fundeava a Esquadra Inglesa e se encontrava  amarrado um importantíssimo cabo telegráfico submarino. Teve ainda uma outra comissão durante a Grande Guerra nos Açores.

Comandante Henrique Monteiro Corrêa da Silva

A canhoneira "Ibo" foi construída no Arsenal da Marinha (Lisboa) e entrou ao serviço da Armada em 15 de Fevereiro de 1913. Nomeado a 20 de Setembro de 1915 o Comandante Henrique  Corrêa da Silva (Paço d'Arcos) assumiu o comando da "NRP Ibo" quatro dias depois21. À data encontrava-se em meio armamento, destinado a fabrico, no Tejo. Em 23 de Fevereiro de 1916, a quando do apresamento dos navios mercantes alemães a canhoneira ainda se mantinha no Tejo.

Em meados de Julho de 1916, terminaram os trabalhos de melhoramento da "Ibo" e a 11 de Agosto o navio passou a completo armamento. A 24 de Agosto de 1916 o Capitão-tenente Henrique Monteiro Corrêa da Silva (Paço d'Arcos) iniciou a sua longa comissão de 810 dias em Cabo Verde, onde fundeava a Esquadra Inglesa e se encontrava  amarrado um importantíssimo cabo telegráfico submarino. Teve ainda uma outra comissão durante a Grande Guerra nos Açores.

  

Na sua comissão nos Açores comandou a missão de procura do submarino U-139 que afundou a o "Augusto Castilho" e atacou o vapor "San Miguel", e salvamento dos náufragos a 14 de Outubro de 1918. No fim da Grande Guerra e pela campanha ao comando da "NRP Ibo" o Comandante Henrique Monteiro Corrêa da Silva  (Paço d'Arcos) foi condecorado com a Cruz de Guerra de 1ª Classe pelo governo português e com a DSO – Distiguished Service Order pelo governo inglês (2ª maior condecoração inglesa).

A "Ibo" tinha um deslocamento máximo de 492T, uma velocidade máxima de 13 nós e uma autonomia de 3.200 milhas. O seu armamento standard era 2 peças de 75mm Armstrong e 2 peças Hotchkiss de 47mm, 2 metralhadoras e estava equipado com TSF, odómetro e sondador. A sua guarnição base era de 4 oficiais, 6 sargentos e 49 praças. Em Agosto de 1918, juntamente com a canhoneira "Açor" encontrava-se em fabrico nas oficias navais Bensaúde, em Ponta Delgada, quando recebeu uma peça de 76mm, longa, colocada em caçull a, adquirida aos americanos. Esta peça encontrava-se instalada no yacht USS Marrareth (SP-527) que se encontrava fundeado na Base Naval americana de Ponta Delgada.

A partir de Setembro de 1918, o seu armamento passou a ser 1 peça de 76mm/Cal 55, 1 peça de 75mm e 2 peças de 47mm e 2 metralhadoras. Também foi nesta data que o navio recebeu a sua camuflagem em azul22.


1º Confronto - 24 de Agosto 1916


A canhoneira "NRP Ibo", equipada com 2 peças de 75mm e 2 peças Hotchkiss de 47mm e 2 metralhadoras, em 1914, com uma guarnição de 85 homens, partiu de Lisboa a 24 de Agosto de 1916, pelas 16 horas, para a sua missão de protecção do porto de São Vicente, em Cabo Verde. Tomou rumo para a ilha da Madeira, mas logo à saída, a cerca de 60 milhas da barra de Lisboa, pelas 22 horas foi atacado pelo submarino U-20, comandado por Walther Shwieger, que lhe lançou um torpedo. Este cruzou a "NRP Ibo" rente à proa, mas sem sucesso.


Avistado o submarino manobrou em ziguezague ofensivamente, passando de atacado para atacante e abriu fogo, com duas das peças de 47mm, sobre o submarino. O submarino mergulhou e não foi mais visto na noite. A "NRP Ibo" continuou a viagem e chegou ao Funchal (Madeira) no dia 29 de Agosto de 1916. Refira-se que o Comandante Walther Shwieger foi o oficial que comandou o afundamento do vapor inglês "Lusitania", em Maio de 1915.


2º Confronto - 4 de Dezembro de 1916


A 4 de Dezembro de 1916, durante a vigilância nocturna do porto de São Vicente, a "NRP Ibo" veio às águas exteriores do porto, até junto do navio "Moçambique" que se encontrava fundeado. Depois de dar ordem ao "Moçambique" para entrar no porto e de ter regressado à baía, os marinheiros de vigia distinguiram o casco de um submarino emerso a entrar na baía.


A canhoneira que se encontrava de serviço arrancou de imediato ao encontro com o inimigo. Tomou a decisão de correr a toda a força para o abalroamento, mesmo mesmo sabendo que isso podia significar o seu afundamento. Abriu um intenso fogo contra o submarino e acendeu um facho vermelho, como sinal de alarme de presença de inimigo. O fumo, o fogo das peças e do facho vermelho eram tão intensos, que a tripulação da canhoneira "NRP Beira", que estava acostada no porto, chegou a pensar que a "NRP Ibo " se tinha incendiado e largou de imediato em seu auxílio.


O submarino ao aperceber-se do ataque mergulhou, acabando a cobertura de água por fazer de protecção aos tiros sucessivos que eram disparados sobre o seu casco. O submarino rodou submerso dentro da baía e fugiu rente ao fundo, pela espuma, algas e detritos que sobrenadaram. Pensa-se que teria a intenção de rocegar o cabo submarino de comunicações  que aí se encontrava amarrado.


O navio "Moçambique" e os seus 500 soldados repatriados e a grande quantidade de material de guerra de África que se encontrava a bordo foram salvos. O submarino já longe do porto, em mar aberto começou a emergir, mas a canhoneira "NRP Beira" que tinha saído em apoio da "NRP Ibo" encontrava-se perto e começou a disparar sobre o submarino. Este voltou a submergir e não foi mais visto. Provavelmente seria o submarino U-47, comandado por Heinrich Metzger, que tem registado um afundamento na zona, naquela data.


3º Confronto - 2 Novembro de 1917


A 28 de Outubro houve uma chegou uma comunicação da presença de um submarino alemão entre Dakar e Cabo Verde, e sendo o porto de São Vicente escala dos navios brasileiros em trânsito para a Europa, era muito provável que se tornasse um porto de ataque à frota mercante brasileira.


Pela 7 da manhã, do dia 2 de Novembro, foram disparados dois torpedos para dentro do porto de São Vicente pelo submarino U-151, comandado Waldemar Kophamel, a uma distância de 450 e 300 metros dos alvos, que atingiram os navios brasileiros Guahiba e Acary ao nível da linha de água, provocando grandes explosões e o afundamento destes.


A canhoneira "NRP Ibo" que se encontrava acostada em abastecimento largou logo que obteve pressão e navegou em perseguição do submarino entre os destroços que flutuavam pelas águas do porto. O submarino entretanto ao ver a "NRP Ibo" a aproximar-se submergiu e com um 30m de água sobre o casco ficou imune a qualquer tiro que sobre ele se fizesse.


O submarino U-151 manteve-se escondido por alguns dias, mas na noite de 7 de Novembro, com alguma ousadia acostou dentro do porto ao navio holandês "Kennemerland", que na verdade era um navio espião alemão, mas foi prontamente repelido a tiro, que o fez  mergulhar e fugir.


Fez ainda um último ataque no dia 14 de Novembro e desapareceu de vez das águas de São Vicente, tendo se dirigido para as águas da Madeira, onde voltou a fazer um afundamento no dia 16 de Novembro, o navio americano "Margaret L. Roberts".(13)


4º Confronto - 16 de Outubro de 1918


No dia 14 de Outubro a canhoneira "NRP Ibo" saiu em socorro do vapor "San Miguel" saiu logo após a mensagem de SOS. Rumou em direcção a Santa Maria , que era o destino do transporte, e pelas 3 da tarde encontrou o navio. Foi então que soube que o caça-minas "NRP Augusto de Castilho" tinha ficado para trás a combater o submarino.


Nos jornais do dia 15 de Outubro saiu a notícia que o vapor "San Miguel" tinha sido socorrido por dois contratorpedeiros americanos e um cruzador inglês, o que não foi verdade e que acabou por ser desmentido pelo Almirantado. O único navio que foi em socorro do "San Miguel" foi a canhoneira "NRP Ibo", comandada por Henrique Corrêa da Silva.


No dia 16 de Outubro o Capitão-tenente Henrique Corrêa da Silva, conseguiu apoio do Almirantado americano para ir em busca dos náufragos do "NRP Augusto de Castilho", que lhe facultou uma flotilha constituída por 4 caça-submarinos (vespas) "USS SC-72", "USS SC-111", "USS SC-180" e "USS SC-331"e o rebocador de alto-mar  "USS Lapwing".


A flotilha navegou desde Ponta Delgada até Santa Maria numa formação com o "NRP Ibo" à frente e o rebocador "USS Lapwing" à retaguarda. As vespas iam nas alhetas de cada um dos navios maiores. Depois de Santa Maria a flotilha mudou para uma formação em linha com uma distância entre navios de 2000m.


As pesquisas duraram até ao final do dia, quando os navios americanos regressaram a Ponta Delgada. Sozinha a canhoneira "NRP Ibo" chegou pelas 10 horas da noite ao local do afundamento, onde encontrou vestígios do "NRP Augusto de Castilho" a flutuarem. Continuou em busca pelas águas de Santa Maria até que no dia 18 de Outubro recebeu ordem para regressar a Ponta Delgada, porque tinham chegado 30 náufragos da "NRP Augusto de Castilho" a Santa Maria.  No dia 20 de Outubro o Almirantado deu ordem para a "NRP Ibo" se deslocar até Ponta do Arnel, na ilha de São Miguel, para ir buscar um segundo grupo de 12 náufragos da "NRP Augusto de Castilho" que ali tinha  chegado.

"Ibo"   Registos da Acção do Capitão-tenente Henrique Monteiro Corrêa da Silva (Paço d'Arcos)

durante a Comissão em Cabo Verde 1916-1918


24/08/1916

Barra do Tejo (Lisboa)

Combate com o submarino U-20.

Foi atacado pelo submarino U-20 que lhe lançou um torpedo, o qual cruzou a "NRP Ibo" rente à proa, mas sem sucesso.

Avistado o submarino manobrou em ziguezague ofensivamente, passando de atacado para atacante e abriu fogo, com duas das peças de 47mm, sobre o submarino. O submarino mergulhou e não foi mais visto na noite.

Marinha(1989), p.87


11/10/1916

São Vicente (Cabo Verde)

Fez para o vapor espanhol “Erandio” à entrada do Porto Grande, obrigando o navio a ficar fora do porto até ao amanhecer.

Marinha(1989), p.87


15/10/1916

São Vicente (Cabo Verde)

Fez a identificação do cruzador “HMS Berhick” e depois autorizou a sua entrada no porto.

Marinha(1989), p.87


23/11/1916

São Vicente (Cabo Verde)

Abriu fogo sobre um navio não identificado que se aproximava de noite do porto. Só depois de identificado foi autorizado a entrar.

Marinha(1989), p.87


26/11/1916

São Vicente (Cabo Verde)

Abriu fogo sobre um navio não identificado que se aproximava de noite do porto. Só autorizou a entrada do navio na manhã seguinte.

Marinha(1989), p.87


04/12/1916

São Vicente (Cabo Verde)

Combate com o submarino U-47.

A 4 de Dezembro de 1916, durante a vigilância nocturna do porto de São Vicente, a "NRP Ibo" veio às águas exteriores do porto, até junto do vapor "Moçambique" que se encontrava fundeado. Depois de dar ordem ao vapor "Moçambique" para entrar no porto e de ter regressado à baía, os marinheiros de vigia na canhoneira distinguiram o casco de um submarino emerso a entrar na baía.

A "NRP Ibo" arrancou de imediato ao encontro com o inimigo, com a intenção de o abalroar. Abriu um intenso fogo contra o submarino e acendeu um facho vermelho, como sinal de alarme de presença de inimigo. O fumo, o fogo das peças e do facho vermelho eram tão intensos, que a tripulação da canhoneira "NRP Beira", que estava acostada no porto, chegou a pensar que a "NRP Ibo " se tinha incendiado e largou de imediato em seu auxílio.

O submarino ao se aperceber do ataque mergulhou, acabando a cobertura de água por fazer de protecção aos tiros sucessivos que eram disparados sobre o seu casco. O submarino rodou submerso dentro da baía e fugiu rente ao fundo, pela espuma, algas e detritos que sobrenadaram. Pensa-se que teria a intenção de rocegar o cabo submarino de comunicações  que aí se encontrava amarrado.

Existe a probabilidade de o submarino ter sido o U-47, comandado por Heinrich Metzger, que tem registado um afundamento na zona, naquela data.

Silva (1931), pp. 83-87


11/12/1916

São Vicente (Cabo Verde)

Saiu ao encontro de um vapor que se encontrava a pairar ao largo da ilha. Verificou-se mais tarde se tratar de um vapor inglês com o leme avariado.

Marinha(1989), p.87


12/12/1916

São Vicente (Cabo Verde)

Fez parar um vapor holandês que tentava sair do porto sem autorização ao anoitecer.

Marinha(1989), p.87


19/12/1916

São Vicente (Cabo Verde)

Saiu em auxílio da “NRP Beira” que tinha disparado um tiro, vindo-se a verificar mais tarde se tratar de um rebocador com uma embarcaçull ão a reboque que navegavam sem luzes.

Marinha(1989), p.87


19/12/1916

São Vicente (Cabo Verde)

Foi dado alerta de presença de submarino na zona. Foi também nesta data que saiu do Porto Grande o último navio da Esquadra Britânica para a sua nova base em Freetown (Actual Serra Leoa).

Marinha(1989), p.87


02/01/1917

Dakar  

Esteve em manutenção em Dakar durante a primeira quinzena de 1917.

Marinha(1989), p.88


28 /01/1917

São Vicente (Cabo Verde)

Fez fogo com dois tiros de salva e um de combate sobre um navio, depois reconhecido como sueco. Deteve a bordo do navio três passageiros clandestinos que pretendiam fugir para os Estados Unidos da América.

Marinha(1989), p.88


09/02/1917

São Vicente (Cabo Verde)

A 9 de Fevereiro de 1917, ao anoitecer, foi avistado pelos vigias do Ilhéu dos Pássaros um submarino inimigo dentro do canal. Dado o alarme, a "NRP Ibo" procurou o submarino tendo encontrado a esteira e identificado o local onde este terá submergido. Também contribuiu para que o submarino se afastasse os tiros efectuados por uma das peças de 76mm do posto do Ilhéu dos Pássaros.

Silva (1931), p. 111

21/02/1917

São Vicente (Cabo Verde)

Apreendeu o vapor grego “Dimítrios” que entrou no porto sem autorização.

Marinha(1989), p.88


04/05/1917

Sal (Cabo Verde)

Fez um reconhecimento a sul da ilha do Sal, porque a população informou sobre um tiroteio que aí se teria dado, Encontrou despojos que poderiam ter pertencido ao vapor inglês “Bencaim” que fora afundado.

Marinha(1989), p.88


22/07/1917

São Vicente (Cabo Verde)

Transportou o governador de Cabo Verde e um oficial do Exército para ser estudada a localização das batarias para defesa do porto.

Marinha(1989), p.88


29/07/1917

São Vicente (Cabo Verde)

Participou no transporte da Bataria de montanha.

Marinha(1989), p.88


02/10/1917

Santo Antão(Cabo Verde)

Prestou assistência a embarcações que tinham sido surpreendidas por um violento temporal. Recolheu náufragos de três embarcações que se afundaram.  

Marinha(1989), p.88


02/11/1917

Santo Antão(Cabo Verde)

Combate com o submarino U-151.

Pela 7 da manhã, do dia 2 de Novembro, foram disparados dois torpedos para dentro do Porto Grande de São Vicente pelo submarino U-151, comandado Waldemar Kophamel, a uma distância de 450 e 300 metros dos alvos, que atingiram os navios brasileiros "Guahyba" e "Acary" ao nível da linha de água, provocando grandes explosões e o afundamento destes.

A canhoneira "NRP Ibo" que se encontrava acostada em abastecimento largou logo que obteve pressão e navegou em perseguição do submarino entre os destroços que flutuavam pelas águas do porto. O submarino entretanto ao ver a "NRP Ibo" a aproximar-se submergiu e com um 30m de água sobre o casco ficou imune a qualquer tiro que sobre ele se fizesse.

Silva (1931), pp. 131-141


04/11/1917

São Vicente (Cabo Verde)

Quando regressava de uma patrulha à ilha Brava, entrou em postos de combate, por ter avistado o periscópio do U-151. Fez vários tiros para o local orientando-se pela esteira. Manteve-se em busca por mais algum tempo mas não conseguiu voltar a avistar o submarino.

Marinha(1989), p.88


07/11/1917

São Vicente (Cabo Verde)

O submarino U-151 manteve-se escondido por alguns dias, mas na noite de 7 de Novembro, com alguma ousadia acostou dentro do Porto Grande ao navio holandês "Kennemerland", que na verdade era um navio espião alemão, mas foi prontamente repelido a tiro pela “NRP Ibo”, que o fez  mergulhar e fugir.

O submarino alemão manteve-se ainda até ao dia 14 de Novembro, quando desapareceu de vez das águas de São Vicente, tendo se dirigido para as águas da Madeira, onde voltou a fazer um afundamento no dia 16 de Novembro de 1917, o navio americano "Margaret L. Roberts".

Silva (1931), pp. 131-141


29/12/1917

São Vicente (Cabo Verde)

Escoltou o vapor chileno “Amazonas” até aos limites das águas de Cabo Verde.

Marinha(1989), p.88


02/04/1918

São Vicente (Cabo Verde)

Zarpou de São Vicente para Lisboa, tendo feito escala em Dakar, Port Etienne e Agadir. Chegou a Lisboa a 17 de Abril de 1918.

Marinha(1989), p.88

Tributo ao Valor dos Camarada - 4 Dezembro de 1918


A bordo da canhoneira NRP Ibo, no Tejo, Canto e Castro, então ministro da Marinha do governo de Sidónio Pais (à direita), discursou na entrega do trofeu ao navio pala sua acção em Cabo Verde, durante a Grande Guerra.


Foto tirada a bordo da NPR Ibo (4/12/1918)

Estivavam também presentes, o comandante da NRP Ibo, o Capitão-tenente Correia da Silva (Paço d'Arcos) que se vê em segundo lugar, à esquerda, e os almirantes Júlio Gallis e Álvaro Ferreira, que se vêem ao centro. Entre Canto e Castro e Álvaro Ferreira, vê-se o Capitão-tenente Edwards  Evans, comandante do cruzador inglês HMS Active24.


A colónia inglesa que se encontrava no arquipélago de Cabo Verde, reconheceu os serviços prestados pela canhoneira NRP Ibo na defesa dos seus interesses, razão que levou a distinguir esta unidade naval e o seu comandante. Nessa cerimónia de 4 de Dezembro de 1918 foi entregue pelo Ministro da Marinha Canto e Castro um escudo em prata com honrosa inscrição, para o navio e uma taça de prata, para os oficiais.


A cerimónia teve lugar a bordo da canhoneira, na tarde de 4 de Dezembro de 1918. O Ministro da Marinha proferiu poucas mas veementes palavras, onde evocou os mortos da Armada Nacional no mar e em África. Em especial dirigiu-se ao comandante Correia da Silva, de quem tinha sido professor e por quem tinha uma velha e sólida amizade e admiração, e disse-lhe:  - Tenho muita honra e sinto verdadeiro prazer em te entregar este trofeu. Comunica-o aos teus oficiais e saúda-os em meu nome25.

14/10/1918

São Miguel (Açores)

Em socorro do vapor "San Miguel" saiu logo após a mensagem de SOS a Canhoneira "NRP Ibo" que se encontrava no porto de Ponta Delgada. Rumou em direcção a Santa Maria, que era o destino do transporte, e pelas 3 da tarde encontrou o navio. Foi então que soube Caça-minas "NRP Augusto de Castilho" tinha ficado para trás a combater o submarino. Nos jornais do dia 15 de Outubro saiu a notícia que o vapor "San Miguel" tinha sido socorrido por dois contratorpedeiros americanos e um cruzador inglês, o que não foi verdade e que acabou por ser desmentido pelo Almirantado. O único navio que foi em socorro do "San Miguel" doi o "NRP Ibo".



16/10/1018

São Miguel (Açores)

No dia 16 de Outubro o Capitão-tenente Correia da Silva, da "NRP Ibo", conseguiu apoio do Almirantado americano para ir em busca dos náufragos do "NRP Augusto de Castilho", que lhe facultou uma flotilha constituída por 4 caça-submarinos (vespas) "USS SC-72", "USS SC-111", "USS SC-180" e "USS SC-331"e o rebocador de alto-mar  "USS Lapwing". A flotilha navegou desde Ponta Delgada até Santa Maria numa formação com o "NRP Ibo" à frente e o rebocador "USS Lapwing" à retaguarda. As vespas iam nas alhetas de cada um dos navios maiores. Depois de Santa Maria a flotilha mudou para uma formação em linha com uma distância entre navios de 2000m. As pesquisas duraram atéull Ž ao final do dia, quando os navios americanos regressaram a Ponta Delgada. Sozinha a Canhoneira "NRP Ibo" chegou pelas 10 horas da noite ao local do afundamento, onde encontrou vestígios do "NRP Augusto de Castilho" a flutuarem. Continuou em busca pelas águas de Santa Maria até que no dia 18 de Outubro recebeu ordem para regressar a Ponta Delgada, porque tinham chegado 30 náufragos da "NRP Augusto de Castilho" a Santa Maria.  No dia 20 de Outubro o Almirantado deu ordem para a "NRP Ibo se deslocar até Ponta do Arnel, na ilha de São Miguel, para ir buscar um segundo grupo de 12 náufragos da "NRP Augusto de Castilho" que ali tinha  chegado.

A História da Canhoneira Ibo